sexta-feira, 29 de maio de 2020

A célula


A célula
A célula é a unidade estrutural e funcional dos seres vivos, exceto dos vírus. Ela pode ser classificada em dois grandes grupos: procariontes e eucariontes.
As células são as unidades estruturais e funcionais dos seres vivos (exceto os vírus). Estruturalmente, costuma-se dizer que as células apresentam membrana plasmática, citoplasma e núcleo, mas essa última estrutura só está presente em células eucariontes. Nas células procariontes, o material genético está disperso no citoplasma.
→ Membrana plasmática
A membrana plasmática envolve a célula e apresenta como papel primordial o controle da entrada e saída de substâncias na célula. Essa propriedade garante que o meio interno mantenha suas características.
A membrana plasmática é formada por duas camadas de fosfolipídios, os quais apresentam seus grupamentos hidrofóbicos voltados para o centro da célula e os grupamentos hidrofílicos voltados para a superfície da membrana. Além de fosfolipídios, estão inseridas na membrana proteínas, que podem estar fracamente associadas (proteínas periféricas) ou diretamente incorporadas (proteínas integrais).
Na superfície externa da membrana, encontramos uma camada chamada de glicocálice. Essa camada, que é mal delimitada, é constituída por glicoproteínas, glicolipídios e proteoglicanos.
→ Citoplasma
O citoplasma é o local da célula que abriga as organelas celulares, o citoesqueleto e depósitos de proteínas, lipídios, carboidratos e pigmentos. Ele é constituído por uma matriz denominada de citosol, o qual é formado por água, aminoácidos, proteínas e nutrientes.
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Existem diferentes organelas celulares, as quais se diferenciam por sua estrutura e função. Como exemplos de organelas, podemos citar:
  • Mitocôndrias: Organela responsável pela produção de energia para a célula;
  • Retículo endoplasmático granuloso: Secreta proteínas no citoplasma que serão utilizadas pela própria célula ou exportadas;
  • Retículo endoplasmático agranular: Atua na síntese de esteroides e neutraliza substâncias tóxicas;
  • Complexo golgiense: Relaciona-se com a secreção celular;
  • Lisossomos: Responsáveis pela digestão intracelular;
  • Ribossomos: estão relacionados com a síntese de proteínas;
  • Peroxissomos: oxidam substratos orgânicos.
→ Núcleo
O núcleo é a região das células eucariontes onde todas as atividades celulares são controladas. É o local em que encontramos os cromossomos, os quais são formados a partir de DNA. Também é no núcleo que estão localizados os nucléolos, os quais são responsáveis pela produção de ribossomos. O conteúdo do núcleo é separado do citoplasma pelo envoltório nuclear, uma membrana rica em poros.




segunda-feira, 25 de maio de 2020

Metamorfose dos Animais

Metamorfose dos Animais
Metamorfose dos animais é o processo de mudança na forma e estrutura corporal, pelo qual passam para completar o seu desenvolvimento.

O que Significa Metamorfose?

Metamorfose é uma palavra grega que significa mudança (meta) da forma (morpho). Está relacionada com as mudanças na forma do corpo de alguns animais do grupo dos artrópodes, especialmente insetos e dos anfíbios, além de outros animais invertebrados e vertebrados.

Animais que sofrem metamorfose

Durante o desenvolvimento alguns animais sofrem metamorfose. Descubra como o processo acontece em diferentes seres vivos.

Metamorfose dos insetos

Os insetos também sofrem várias transformações até a fase adulta. Em alguns deles, a metamorfose é incompleta, ou seja, depois da eclosão do ovo é liberada uma ninfa, já semelhante ao adulto. Isso acontece com cupins, percevejos, piolhos, gafanhotos e grilos.Em outras espécies, a metamorfose é completa. Depois do ovo, o formato é de larva, bastante diferente do adulto. Com o desenvolvimento, a larva forma um casulo, passando a ser chamada de pupa ou crisálida, no qual permanece até assumir a forma adulta.Borboletas e mariposas são os principais exemplos dessa transformação, mas moscas, besouros, abelhas, joaninhas e pulgas sofrem o mesmo processo.O desenvolvimento dos insetos pode ser direto (ametábolos) ou indireto (metábolos). No desenvolvimento direto, quando eclode o ovo (insetos são ovíparos) nasce um jovem semelhante ao adulto, ou seja, não há metamorfose. Nos animais com desenvolvimento indireto ocorre a metamorfose para chegar à fase adulta, que pode ser completa ou incompleta.

Metamorfose Completa

Os animais com metamorfose completa são chamados holometábolos: passam por várias fases até atingirem a forma adulta. Tanto a forma e estrutura do corpo como os hábitos de vida mudam bastante durante os estágios de desenvolvimento. Um exemplo muito conhecido é da borboleta.

Metamorfose dos Animais
Estágios da metamorfose da borboleta

Ao nascer (quando eclodem os ovos) tem a forma de lagarta (estágio de larva, muito ativas, sempre comendo folhas), depois fica encasulada e imóvel (estágio de pupa ou casulo ou crisálida) e enfim adquire asas e outras características da borboleta (estágio adulto), deixando o casulo.

Metamorfose da Joaninha

A joaninha passa por metamorfose completa como a borboleta. Portanto inicia no ovo que ao eclodir libera larvas ativas; a seguir se tornam pupas imóveis e por fim as joaninhas adultas com asas.
Metamorfose dos Animais
Ciclo de vida da joaninha

Metamorfose Incompleta

Os insetos com metamorfose incompleta são chamados hemimetábolos. Quando eclode o ovo nascem formas imaturas, as larvas ou ninfas, que precisam completar seu desenvolvimento até se tornarem adultos, também chamado imago.
Metamorfose dos Animais
Estágios da metamorfose do gafanhoto

A fase de larva (ninfa) dos hemimetábolos não apresenta diferenças no hábito de vida em relação ao adulto, além disso não possuem pupa. Alguns exemplos são libélulas e mosquitos, cujas ninfas têm vida aquática e adquirem asas na forma adulta.

Metamorfose do Percevejo de Cama

O percevejo de cama é um parasita bem pequeno que suga o sangue humano e deixa marcas na pele como um mosquito. Possui metamorfose incompleta como outros percevejos, de modo que a ninfa se desenvolve e origina o adulto.
Metamorfose dos Animais
Ciclo de vida do percevejo de cama

Metamorfose dos anfíbios

Nos anfíbios, a metamorfose inclui diversas mudanças. Normalmente, a larva eclode de um ovo. Durante o desenvolvimento, ocorre encurtamento do intestino, formação de patas e desaparecimento de brânquias.

O sapo ilustra essa metamorfose. Ele começa sua vida como um girino, sem patas, com o corpo oval e curto, cauda e brânquias. Conforme vai se desenvolvendo, perde a cauda, em um processo chamado apoptose, e desenvolve patas, assumindo o estágio adulto.Os anfíbios têm metamorfose completa. Os ovos eclodem na água e nascem os girinos, formas larvais aquáticas que possuem cauda e brânquias. À medida que o girino cresce, as brânquias desaparecem e surgem as pernas.Nos anuros como as rãs primeiro são formadas as pernas posteriores e depois as anteriores, em sequência a cauda encolhe. A cauda ainda aparece no sapo jovem, mas some completamente no adulto, que já tem os pulmões completamente formados.

Observe a seguir imagens de fases da metamorfose de uma espécie de rã europeia (Rana temporaria).
Metamorfose dos Animais
Girino com 3 semanas de vida

Metamorfose dos Animais
Com 8 semanas surgem patas traseiras

Metamorfose dos Animais
Com 12 semanas quase completo

Metamorfose dos Animais
Rã adultaVideos para auxiliar no aprendizadohttps://www.youtube.com/watch?v=QzG2VPFKI04
https://www.youtube.com/watch?v=xYuJSQoYy3Mhttps://www.youtube.com/watch?v=oaJH-UGnlpcReferênciahttps://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/biologia/o-que-e-metamorfose.htm

Características Gerais dos Platelmintos

Características Gerais dos Platelmintos
Platelmintos é o nome de um grupo de vermes de corpo mole e geralmente achatado, que são em sua maioria parasitas de outros animais, embora haja alguns de vida livre.
Os platelmintos são animais cuja estrutura corporal é muito simples, existem mais de 20 mil espécies descritas, sendo bem conhecidas as tênias, os esquistossomos e as planárias.
As tênias, por exemplo, provocam doenças quando se come a carne de bovinos e suínos crua ou mal cozida, uma vez que elas estejam infectadas pelos ovos do verme.
Características Gerais dos Platelmintos
Foto de uma tênia no intestino humanoAnatomia, Fisiologia e Habitat
  • São animais terrestres ou aquáticos (água doce ou salgada);
  • Tem o corpo com simetria bilateral: quer dizer, os dois lados do corpo são semelhantes;
  • São acelomados: não há nenhuma cavidade corporal, o espaço entre os órgãos é preenchido por tecido conjuntivo;
  • Sistema Nervoso: possuem um par de gânglios cerebrais ligados a dois cordões nervosos longitudinais, dos quais partem nervos para todo corpo, levando os estímulos captados pelas células sensoriais;
  • Sistema Digestório incompleto: o alimento entra pela boca e enzimas digestórias, produzidas nas células especializadas das paredes da cavidade gastrovascular, atuam sobre ele. Os restos são eliminados pela boca;
  • Sistema Excretor: há protonefrídios (túbulos ramificados com células especializadas em absorver excreções acumulados entre os tecidos) com células-flamas (multiflageladas) ou solenócitos (único flagelo). Há poros excretores na superfície dorsal do corpo;
  • Sistema Circulatório ausente: a cavidade gastrovascular é muito ramificada e leva os nutrientes direto às células do corpo;
  • Sistema Respiratório ausente: trocas gasosas são feitas diretamente entre o ambiente e as células do corpo;
  • Sistema Reprodutor: a reprodução pode ser assexuada (como em algumas planárias que ocorre fragmentação) ou sexuada, algumas espécies de planárias e tênias são monoicas (hermafroditas) e os esquistossomos são dioicos. As planárias têm fecundação interna e desenvolvimento direto, enquanto os outros passam por fases larvais no desenvolvimento.
Ocorrência das Doenças
Características Gerais dos Platelmintos
Estrutura externa da Taenia solium
Em países da África e Ásia e em regiões mais pobres da América do Sul é comum a infestação dos vermes, visto que o saneamento é deficiente não há o mesmo controle que nos países da Europa, América do Norte e na Austrália, onde são poucos os casos de teníase, pois há inspeção das carnes para o consumo.
No Brasil é mais comum a Taenia solium, que infecta a carne de porco, portanto ela deve ser sempre bem cozida. Outra doença comum em África e Ásia que também ocorre no Brasil é a esquistossomose
Anelídeos
Os anelídeos são animais invertebrados de corpo mole, alongado, cilíndrico e dividido em anéis, apresentando uma nítida segmentação.
O filo Annelida apresenta 15 mil espécies, encontradas na água doce ou salgada e em solo úmido.
Os principais representantes dos anelídeos são as minhocas e as sanguessugas.

Características Gerais

Os anelídeos são animais triblásticos, celomados e com simetria bilateral.

Estrutura Corporal

O corpo dos anelídeos é composto por anéis (metâmeros) e revestido por celoma.
O celoma é uma cavidade corporal que se localiza no interior da mesoderme. É preenchido por um líquido chamado de fluido celômico, onde se alojam as vísceras do animal.
Na ausência de esqueleto, o celoma fornece a sustentação do corpo e auxilia na locomoção.

Sistema Digestório

Os anelídeos apresentam sistema digestório completo. Os órgãos digestivos em sequência são: a boca, o papo, a moela, o intestino e o ânus.
O alimento fica armazenado no papo, segue para a moela onde é triturado e no intestino ocorre a absorção dos nutrientes.
O modo de alimentação varia conforme a espécie, mas podem ser herbívoros, carnívoros e hematófagos.

Sistema Circulatório e Excretor

Os anelídeos possuem sistema circulatório fechado. Isso quer dizer que o sangue corre dentro de vasos. No sangue encontra-se a proteína hemoglobina, porém sem hemáceas.
O sistema circulatório é composto por dois vasos, um dorsal e outro ventral, além de um conjunto de vasos contráteis, que podem ser comparados aos corações.
Esses animais apresentam um par de nefrídios por segmento, os quais são responsáveis por retirar as excretas do sangue e do celoma.

Respiração

A pele fina e úmida dos anelídeos permite as trocas gasosas com o ambiente, o que caracteriza a respiração cutânea.
Os anelídeos aquáticos realizam a respiração branquial.

Sistema Nervoso

O sistema nervoso é do tipo ganglionar. É composto por um par de gânglios cerebrais, de onde partem dois cordões nervosos ventrais.
Ao longo dos cordões, há um par de gânglios em cada anel.

Reprodução

A reprodução dos anelídeos pode ser de forma assexuada ou sexuada.
Com exceção dos poliquetos que são dióicos, os demais anelídeos são monóicos (hermafroditas).
No caso dos monóicos, como a minhoca, existe uma porção do corpo que auxilia na reprodução, o clitelo.
O clitelo é um anel mais claro que libera um muco que ajuda na fixação de duas minhocas no momento da fecundação.
Saiba como ocorre a reprodução:
  1. As minhocas se colocam lado a lado e se unem, com as extremidades opostas, ou seja, orifício genital masculino com receptáculos seminais de cada uma;
  2. Nessa posição, os espermatozoides são liberados diretamente no receptáculo seminal;
  3. As minhocas se separam, cada uma carregando os espermatozoides da outra;
  4. Enquanto isso, os óvulos amadurecem e são eliminados no casulo, formado pelo muco secretado pelo clitelo;
  5. O casulo recobre a região do clitelo e conforme o movimento do animal, começa a se deslocar para a extremidade anterior;
  6. Ao passar pelo receptáculo seminal, os espermatozoides que estavam armazenados são eliminados sobre os óvulos, ocorrendo a fecundação;
  7. Após isso, o casulo termina de se deslocar e desprende-se do corpo da minhoca e fecha-se;
  8. No casulo que foi liberado os ovos desenvolvem-se dando origem as novas minhocas.

Classificação

Os anelídeos são classificados em três grupos, conforme a presença e ausência de cerdas.
  • Oligoquetas: Apresentam cerdas curtas e em pouca quantidade. São hermafroditas, encontrados meio terrestre úmido ou aquático. Exemplos: minhocas, tubifex e minhocuçu.
  • Hirudíneos ou Aquetas: Não apresentam cerdas. Vivem em meio aquático ou terrestre úmido. São hermafroditas. Exemplo: sanguessuga.
  • Poliquetas: Apresentam cerdas evidentes. Vivem em meio aquático. Exemplos: nereis e tubícolas.

Representantes

Conheça os principais representantes dos anelídeos:

Minhoca

As minhocas apresentam pele fina e úmida. Alguns anéis mais próximos da boca apresentam coloração mais clara e constitui o clitelo, utilizado na reprodução.
AnelídeosAs minhocas vivem em solo úmido
Nematelmintos
Nematelmintos ou nematódeos (filo Nematoda) são vermes cilíndricos, não segmentados, que incluem várias formas de parasitas, como as lombrigas ou Ascaris e os vermes ancilóstomos, causadores do amarelão e da elefantíase.
Muitos dos nematelmintos se desenvolvem na água e no solo úmido. Além dos nematelmintos, estes tipos de vermes estão distribuídos ainda entre os anelídeos e os platelmintos.

Características dos Nematelmintos

Os nematelmintos possuem uma ampla cavidade cheia de líquido entre o tubo digestivo e a parede corporal.
Serve como “esqueleto hidrostático”, que mantém a forma do animal e proporciona alguma sustentação. O líquido que ocupa a cavidade corporal permite a distribuição de várias substâncias, como nutrientes, resíduos e gases.
Nematelmintos
  • Digestão – os nematelmintos possuem um tubo digestivo completo, com boca e ânus, permitindo o animal ingerir alimentos que tenham partículas, que são processadas no interior do tubo digestivo.
  • Revestimento do corpo – possuem uma epiderme uni-estratificada, isto é, formada por uma única camada de células. Tem uma cutícula espessa e pouco distensível, que nos parasitas, os protege da ação das enzimas digestivas do hospedeiro. Sob a epiderme há uma camada muscular, cujas fibras se dispõem longitudinalmente.
  • Sistema nervoso – do tipo ganglionar, é formado por dois cordões longitudinais, um dorsal e outro ventral.
  • Sistema excretor – é formado por dois canais longitudinais, dispostos um em cada lado do tubo digestivo.
  • Reprodução – na cavidade corporal, alojam-se as gônadas: testículos ou ovários. O sistema reprodutor da lombriga é bastante desenvolvido, podendo produzir milhões de óvulos. Não têm nenhum tipo de cílio e os espermatozoides deslocam-se por movimentos ameboides.

Doenças transmitidas pelos nematelmintos

  • Ascaridíase – o parasita é o Ascaris lumbricoides, que mede, 15 cm a 30 cm. Habita no intestino delgado, onde vive dos alimentos ingeridos pela pessoa parasitada. O ser humano infectado elimina ovos para o meio ambiente. A infecção ocorre pela ingestão de água e de alimentos, principalmente verduras contendo ovos embrionários.
  • Ancilostomíase (amarelão) – os parasitas são o Ancylostoma duodenale e Necator americanus, que medem cerca de 10 mm. Vivem aderidos à mucosa do intestino delgado da pessoa parasitada, onde se alimentam do sangue. Os ovos são eliminados pela pessoa parasitada, se transformam em larvas. Penetram através da pele, alcançam as veias e chegam ao coração, daí seguem para os pulmões. A anemia é o principal sintoma dessa parasitose.
  • Filariose ou elefantíase– o parasita é o Wuchereria bancrofti. Os vermes adultos provocam inflamação dos vasos linfáticos, impedindo a drenagem de linfa. O acúmulo de linfa produz inchaço nos pés, pernas, mamas e bolsa escrotal. É transmitida pelo mosquito, que ao picar uma pessoa infectada, espalha as larvas para outras pessoas.
  • Bicho-geográfico(Larva migrans cutânea) – transmitida pelo parasita Ancylostoma brasiliense. Parasita do intestino de gatos e cães. Os ovos eclodem na areia e podem penetrar na pele humana sem, contudo atingir a circulação. A larva provoca lesão de contorno irregular, semelhante a um mapa.
Referência: