segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Membrana Plasmática ou Membrana Celular

membrana plasmática, também chamada plasmalema ou membrana celular, é o envoltório flexível e extremamente fino que reveste todas as células.

As células de qualquer ser vivo apresentam membranas com composição e estrutura semelhantes. Existem, porém, variações que fazem cada tipo de célula ser único e diferente dos demais

Composição e Estrutura da Membrana

A membrana plasmática é composta de lipídios e proteínas. Os lipídios são principalmente fosfolipídios, mas colesterol e glicolipídios também estão presentes, em menor proporção. É comum haver moléculas de carboidratos associadas às proteínas (glicoproteínas) e aos lipídios (glicolipídios) da membrana.

Além de conhecer a composição da membrana plasmática, os cientistas também pesquisaram sua estrutura, isto é, o modo como essas substâncias estão arranjadas. O modelo de estrutura de membrana aceito atualmente é o Modelo de Mosaico Fluido, proposto em 1972 por Singer e Nicholson. Segundo esse modelo, um mosaico de moléculas de proteína mergulhadas total ou parcialmente nas duas camadas fluidas de moléculas de lipídeos.

Os principais tipos de lipídeos presentes nas membranas celulares são:O fosfolipídio e o glicolipídio: presentes em todos os seres celulares;O colesterol: presente apenas em protistas e animais.

As moléculas desses lipídeos possuem porções com afinidades pela água (parte hidrofílica) e porções com rejeição pela água, essas moléculas dispõem-se naturalmente em duas camadas: a parte hidrofílica em contato com a água e a parte hidrofóbica protegida da água.

A parte hidrofílica fica, então, para fora e a parte hidrofóbica para dentro. As camadas de lipídeos tendem a unir suas extremidades, formando compartimentos fechados. A formação de membranas com duas camadas de lipídeos assim dispostas é, portanto, um processo natural.

Essas camadas duplas de lipídeos são fluidas, permitindo a movimentação de moléculas no plano da membrana. As proteínas que entram na consti- tuição das membranas são globulares e podem atravessar as camadas de lipí- deos.

São as proteínas que conferem as membranas suas funções especifi- cas. Dependendo da quantidade e do tipo de proteína, a membrana relaciona-se a uma determinada função.

Funções da Membrana Plasmática

A membrana celular desempenha diversas funções, dentre as quais se destacam o reconhecimento, transporte de substâncias e a permeabilidade seletiva.

Reconhecimento: Na membrana plasmática existem proteínas recepto- ras que reconhecem a presença de determinadas substâncias no meio ex- tracelular. Essas substâncias, chamadas mensageiras ou ligantes, atuam como estímulo, ou seja, como um sinal ao qual a célula responde, modifi-cando seu funcionamento.

Existem muitos tipos de receptores na membrana. Cada um deles interage com ligantes diferentes, como um mecanismo chave-fechadura. Assim, uma molécula mensageira só poderá interagir com uma célula que possua, em sua membrana, os receptores correspondentes.

Permeabilidade Seletiva: As trocas de substâncias entre a célula e o meio externo são efetuadas pela membrana celular. Ao mesmo tempo em que atua como uma barreira entre a célula e o meio externo, a membrana celu- lar também permite a passagem de substâncias para dentro e para fora da célula.

A propriedade da membrana de selecionar algumas substâncias que a atravessam é chamada permeabilidade seletiva.

Transporte através das Membranas

A célula, sendo uma estrutura viva, precisa receber alimentos e oxigênio para a realização de suas funções vitais. Precisa, também, eliminar os produtos do seu metabolismo. As membranas permitem essas trocas entre o interior e o exterior da célula.

A membrana plasmática permite a passagem livre de água e de peque- nas moléculas, como o oxigênio, e dificulta, ou mesmo impede a passagem de moléculas grandes, como as proteínas. Os transportes através das membranas podem ser agrupados em três categorias:

Transporte Passivo: ocorrem sem gasto de energia: difusão, difusão facilitada e osmose;

Transporte Ativo: ocorrem com gasto de energia: bomba de sódio e potássio;

Transporte em Bloco: é a entrada e a saída de substâncias grandes demais para atravessarem a membrana. Nesse caso, as partículas são englobadas. Envolve os processos de endocitose (fagocitose e pinocitose) e exocitose.

Citoplasma ou Citosol

Na célula, o citoplasma se encontra entre o núcleo e a membrana plasmática. O citoplasma das células eucarióticas é formado pelo citosol, pelo citoesqueleto e pelas organelas citoplasmáticas, também chamadas de organoides. Nas células procarióticas, o citoplasma não tem citoesqueleto e apresenta apenas ribossomos como organelas.

Citosol

O citosol, material gelatinoso no qual as organelas ficam mergulhadas, é composto de água, sais minerais, proteínas, carboidratos, bases nitrogenadas e aminoácidos. No citosol ocorrem diversas reações importantes para o funcio- namento celular e, também, o transporte de substâncias.

 

Citoesqueleto

O citoesqueleto é uma rede de tubos e fibras proteicas que se estende por todo citoplasma. As principais funções do citoesqueleto são:

auxiliar e dar forma e sustentação à célula;

ancorar organelas mantendo a organização interna da célula;

auxiliar no descolamento de organelas e de outras estruturas;

participar de diversos movimentos celulares, como a contração das células musculares e o batimento de cílios e flagelos.

Organelas

No citoplasma das células eucarióticas existem diversas organelas, cada uma desempenhando funções específicas. São as organelas da célula: os cen- tríolos, os ribossomos, o retículo endoplasmático, o complexo Golgiense, as mitocôndrias, os cloroplastos entre outras.

Organelas ou orgânulos e suas Funções

Nucléolo: Formado por um tipo de material genético, o RNA (ácido ribonucleico) e proteínas , cuja função está ligada à produção de ribonucleoproteínas que migram para o citoplasma da célula e formam os ribossomos.

Envoltório Nuclear ou Carioteca: proteger o núcleo, deixando-o organizado.

Ribossomos: Responsáveis pela produção (síntese) de Proteínas nas células e podem ser encontrados ligados ao reticulo endoplasmático ou livres no citoplasma.

Retículo Endoplasmático Granular: É uma rede de bolsas e tubos membranosos localizada próxima ao núcleo, com ribossomos aderidos. Funções: Transporte e a modificação de proteínas produzidas pelos ribossomos aderidos à membrana externa.

Retículo Endoplasmático Agranular: É uma rede de bolsas e tubos membranosos localizada próxima ao núcleo. Função: Desintoxicação celular (como o álcool, por exemplo, inativando-as e facilitando sua eliminação), síntese de lipídios (como o colesterol).

Retículo Endoplasmático Agranular e Tolerância a drogas

O uso contínuo de drogas ilícitas (que agem no cerébro, modificando o comportamento do indivíduo) e de determinados medicamentos pode tornar o retículo agranular das células do fígado mais desenvolvido, aumentando a quantidade de membranas e enzimas de desintoxicação. Dessa forma, esses produtos são neutralizados mais rapidamente. Esse processo torna o organismo tolerante à droga, fazendo que sejam necessárias doses cada vez maiores para que o mesmo efeito seja obtido. Além disso, o uso constante de uma droga pode diminuir a eficácia de outros medicamentos, como os antibióticos.

Complexo Golgiense: Conjunto de sáculos achatados e empilhados. Sua função está relacionada à produção, ao armazenamento e a secreção de substâncias (proteínas, entre outras).

Desempenha importante papel na produção de espermatozoides dos ani- mais, originando o acrossomo.

Acrossomo é uma vesícula repleta de enzimas digestivas, ocupa o topo da “cabeça” do espermatozoide têm a função de perfurar as membranas do óvulo.

Microtúbulos: São constituídos pela proteína tubulina. Definem a direção do crescimento da célula. São responsáveis pelos movimentos dos cromossomos durante as divisões celulares.

Mitocôndrias: São organelas formadas por duas membranas, uma externa lisa e uma interna com pregas, constituindo as cristas mitocondrias. O interior da mitocôndria, é chamado de matriz mitocondrial, é preenchido por um líquido que contém ribossomos e DNA próprio. São responsáveis pela respiração celular e produção de energia a partir da quebra da glicose. Podem variar de dezenas a centenas em cada célula. Possuem genes pró- prios e têm capacidade de autoduplicação.

Centríolos: Responsáveis pela divisão celular, são estruturas cilíndricas, geralmente encontradas aos pares. Dão origem a cílios e flagelos (menos os das bactérias), estando também relacionados com a reprodução celular - formando o fuso acromático que é observado durante a divisão celular.Apresenta-se em formação de 9 jogos de 3 microtúbulos dispostos em círculo, formando uma espécie de cilindro oco.

Lisossomos: Pequenas vesículas com enzimas di- gestivas. Bolsas membranosas que contêm um con- junto de mais de 80 tipos de enzimas digestivas, capa- zes de digerir grande variedade de substâncias orgâ- nicas. Contém nucleases (digerem DNA e RNA) e proteases (digerem proteínas); Fosfatases (removem fosfatos de nucleotídeos e de fosfolipídios).

Função heterofágica: Digerem material capturado do exterior por fagocito- se ou por pinocitose.

Função autofágica: Digerindo partes desgastadas da própria célula.

Vacúolos: São estruturas delimitadas por uma membrana existentes no interior do citoplasma e cujas funções variam em diferentes tipos celulares. Alguns protozoários de água doce, por exemplo, possuem vacúolos contrá- teis, que expulsam a água que entram em excesso na célula. Em células vegetais maduras, geralmente há um grande vacúolo central que ocupa grande parte da célula. Ele é o responsável pelo acúmulo de várias subs- tâncias, como água, sais minerais, enzimas, pigmentos, gotículas de óleo, entre outras.

Cloroplastos: São exclusivos das células vegetais. Assim como as mito- côndrias, os cloroplastos são envoltos por duas membranas. Seu interior é preenchido por um líquido, o estroma, no qual estão mergulhados ribosso- mos, enzimas, DNA próprio e um sistema de membranas formado por di- versos discos achatados, denominados tilacoides. Os tilacoides dispõe-se em pilhas chamadas grama.

Os cloroplastos são responsáveis pelo processo de fotossíntese, no qual ocorre a produção de glicídio e gás oxigênio pelas reações químicas entre dióxido de carbono e água na presença de energia luminosa, captada pela clorofila, pigmento verde presente nos cloroplastos.

NÚCLEO

O núcleo controla todas as atividades celulares: representa assim o centro de coordenação celular. É no DNA do núcleo que estão localizados a maioria dos genes, depositários da informação genética que são responsáveis pela atividade celular.

Tais informações são transmitidas ao citoplasma através do RNA - mensageiro que é sintetizado por uma série de enzimas tendo como molde o DNA (cromatina), onde irá regular através dos ribossomos toda a síntese de proteí- nas específicas (estruturais e enzimáticas), responsáveis pela arquitetura e fisiologia celulares.

A maioria das células eucarióticas é mononucleada (um núcleo). Exis- tem, no entanto, células binucleadas (dois núcleos), multinucleadas (vários núcleos) e também anucleadas (não possuem núcleo). As células anucleadas possuem vida curta, pois, não havendo núcleo não há comando para a realiza- ção de suas atividades vitais.

Funções: o núcleo através dos cromossomos coordena e comanda todas as funções da célula. O núcleo também é muito importante nos processos de divi- são celular. O núcleo, portanto, além de coordenar e comandar todas as fun- ções vitais da célula é também responsável pelos processos de divisão celular.

ORGANELAS

O citoplasma é o interior celular e nele há compartimentos separados entre si por membranas, chamados orgânulos ou organelas.

As organelas citoplasmáticas encarregam-se da respiração, de fabricar ou armazenar substâncias etc. Veja a função de cada uma:

Ribossomos

Os ribossomos são organelas não membranosas encontradas tanto nas células procarióticas, como as bactérias, quanto nas eucarióticas, como nas células animais.

Podem ser encontradas livres no citoplasma ou associadas a outra organela, o retículo endoplasmático granuloso. Tem como função a síntese de proteínas.

Centríolos

Os centríolos, assim como os ribossomos, são organelas não membranosas, encontrados aos pares, nas células animais, geralmente próximo ao núcleo celular.

Constituídos por túbulos de proteínas, participa da formação de cílios e flagelos, além de ser fundamental no processo de divisão celular.

Os cílios e os flagelos são estruturas proteicas organizadas a partir dos centríolos; os cílios podem ser encontrados, por exemplo, na traqueia e auxiliam no transporte de muco e na eliminação de impurezas; os flagelos, encontrados nos espermatozoides, atuam na mobilidade da célula.

Organelas celulares ribossomos e centríolos.
Ribossomos e centríolos.

Citoesqueleto

O citoesqueleto é encontrado nas células eucarióticas. Ele é formado por microfilamentos e microtúbulos de proteínas responsáveis pela organização interna e pelo formato da célula; também permite o deslocamento de substâncias e de organelas no espaço intracelular e participa dos movimentos celulares etc.

Retículo endoplasmático

retículo endoplasmático é formado por uma rede de canais interligados e distribuídos por toda a célula.

Presente nas células eucarióticas, atua no transporte de substâncias pelo citoplasma.

Pode ser de dois tipos: granuloso e não granuloso. Se possuir ribossomos aderidos à sua membrana, será denominado retículo endoplasmático granuloso; se não houver ribossomos aderidos, será denominado retículo endoplasmático não granuloso.

O retículo endoplasmático granuloso participa da síntese de proteínas, enquanto o retículo endoplasmático não granuloso participa da síntese de lipídios e da desintoxicação celular.

Organelas retículo endoplasmático.
Retículo endoplasmático liso e rugoso.

Complexo golgiense

complexo golgiense é constituído por membrana lipoproteica, formado por sáculos achatados, empilhados, localizados geralmente próximo ao núcleo das células eucarióticas.

Tem como principal função a secreção celular. Neste processo, recebe, transforma e libera substâncias no interior de vesículas que atuarão no próprio citoplasma ou no meio extracelular.

Organela complexo golgiense.
Complexo golgiense.

Lisossomos

Os lisossomos são organelas membranosas originadas do complexo golgiense.

Em seu interior, encontram-se enzimas digestivas, o que lhe confere, por exemplo, a função de digestão intracelular. A digestão intracelular pode ocorrer a partir de substâncias absorvidas pela célula nos processos de endocitose, no reaproveitamento de partículas ou na reciclagem de organelas velhas da própria célula.

Mitocôndrias

As mitocôndrias são organelas formadas por dupla membrana lipoproteica. Encontradas em grande número, tanto em células animais quanto em células vegetais, têm como função a liberação de energia para o metabolismo celular.

O principal processo de liberação de energia nas células é denominado respiração celular. É semelhante ao processo de combustão que ocorre nos motores dos automóveis. Nos motores, o combustível reage com o comburente, no caso, o oxigênio, liberando energia, para gerar o movimento do motor, ou seja, o gás carbônico, que é liberado durante o processo. Nas células, o combustível é proveniente das moléculas orgânicas, principalmente a glicose.

Ao ser degradada na presença do oxigênio, a glicose libera energia e gás carbônico.

A energia é utilizada para as atividades celulares e o gás carbônico é eliminado na respiração.

As mitocôndrias são organelas que apresentam a capacidade de se autoduplicar e de controlar seu metabolismo, pois possuem material genético próprio.

Os cientistas atribuem esta capacidade à sua origem, a partir de bactérias primitivas que passaram a viver nas células eucarióticas.

Organelas citoplasmáticas lisossomo e mitocôndria.
Lisossomo e mitocôndria.

Cloroplastos

Os cloroplastos, assim como as mitocôndrias, possuem membrana lipoproteica e participam de processos energéticos. Presentes nas células vegetais, são responsáveis pela fotossíntese.Esta organela utiliza gás carbônico e água, na presença de luz e de clorofila, e sintetiza carboidrato, principalmente glicose e oxigênio. Este processo é de fundamental importância para a vida na Terra, pois transforma a energia proveniente do Sol em energia química para as diversas atividades metabólicas dos seres vivos.

Os cientistas acreditam que os cloroplastos, em um passado remoto, foram cianobactérias primitivas.

Organelas cloroplasto.
Cloroplasto.

Vacúolos

Os vacúolos são estruturas típicas das células vegetais e ocupam a maior parte do volume celular. Têm como principal função armazenar água e outras substâncias, como pigmentos, sais minerais, aminoácidos, carboidratos, látex etc.

Participam de diferentes mecanismos que controlam a quantidade de água no interior da célula.

Parede celular

A parede celular é uma estrutura típica dos vegetais, das células bacterianas e dos fungos e tem como principal função dar proteção extra à membrana plasmática. Difere por sua constituição química: nas bactérias, a parede celular é composta por substâncias complexas, formadas por carboidratos e proteínas; nos vegetais, é composta por celulose, um carboidrato estrutural resistente; nos fungos, por quitina, um carboidrato nitrogenado.

 

Organelas Citoplasmáticas
Célula vegetal


Fonte:https://www.coladaweb.com/biologia/biologia-celular/organelas-citoplasmaticas

domingo, 19 de setembro de 2021

NÚCLEO E DIVISÃO CELULAR

Núcleo Celular

O núcleo é a região da célula onde se encontra o material genético (DNA) dos organismos tanto unicelulares como multicelulares.

Função
O núcleo é o que caracteriza os organismos eucariontes e os diferencia dos procariontes que não possuem núcleo.
O núcleo é como o "cérebro" da célula, pois é a partir dele que partem as "decisões". É onde se localizam os cromossomos compostos de moléculas de ácido desoxirribonucleico, DNA, que carrega toda a informação sobre as características da espécie e participa dos mecanismos hereditários.

Cada região do DNA é composto por genes que codificam as informações para a síntese de proteínas, que ocorre nos ribossomos. De acordo com o gene codificado, será sintetizada um tipo de proteína, que será usada para fins específicos.

Núcleo Celular
Representação do processo de síntese proteica que começa no núcleo e depois acontece no citoplasma.

Além disso, quando o organismo precisa crescer ou se reproduzir a célula passa por divisões que acontecem também no núcleo.

Componentes do Núcleo

O núcleo contém nucleoplasma, substância onde fica mergulhado o material genético e as estruturas que são importantes para que desempenhe suas funções, como os nucléolos.

E também há a carioteca ou membrana celular, que delimita o núcleo e envolve o material genético

Núcleo Celular
Representação da estrutura do núcleo e sua ligação com o retículo e os ribossomos.

Carioteca

A membrana que envolve o núcleo é chamada de carioteca, tem natureza semelhante às restante membranas celulares, ou seja, dupla camada de lipídios e proteínas.

A membrana mais externa está ligada ao retículo endoplasmático e muitas vezes possui ribossomos aderidos.

No lado interno da membrana interior há uma rede de proteínas (lâmina nuclear) que ajudam na sustentação da carioteca e participam do processo de divisão celular, contribuindo para a fragmentação e reconstituição do núcleo.

Existem poros na carioteca que são importantes para controlar a entrada e saída de substâncias.

Cromatina

As moléculas de DNA associadas às proteínas histonas compõem a cromatina. A cromatina pode estar mais densa, mais enrolada, sendo chamada heterocromatina que se diferencia da região de consistência mais frouxa, a eucromatina.

O conjuntos dos cromossomos que constituem cada espécie é o cariótipo; no ser humano, por exemplo, são 22 pares de cromossomos autossômicos e 1 par de cromossomos sexuais.

Os cromossomos humanos, por exemplo, têm forma e tamanho típicos o que facilita a sua identificação.

Nucléolos

Os nucléolos são corpos densos e arredondados compostos de proteínas, com RNA e DNA associados.

É nessa região do núcleo onde são fabricadas as moléculas de RNA ribossômico que se associam a certas proteínas para formar as subunidades que compõem os ribossomos.

Essas subunidades ribossômicas ficam armazenadas no nucléolo e saem no momento de realização da síntese proteica.

Divisão Celular

Nos organismos unicelulares a divisão celular representa a reprodução desses seres. Já nos multicelulares a divisão é importante para o crescimento e desenvolvimento do organismo. O surgimento de uma nova célula e todo processo de divisão é chamado de ciclo celular.

Núcleo Celular
Foto de mitoses que estão ocorrendo nas células de cebola observadas ao microscópio.

A divisão celular em que a célula origina duas células-filhas idênticas é denominado mitose. Os cromossomos se tornam tão condensados que podem inclusive ser vistos ao microscópio. Depois ocorrem diversas fases: prófase, metáfase, anáfase e telófase até que são originadas duas novas células.

Já quando na divisão a célula origina células-filhas com a metade do número de cromossomos o processo é chamado de meiose. Na meiose acontecem dois ciclos de divisões consecutivas, chamadas de Meiose I e Meiose II.

Fonte:https://www.todamateria.com.br/nucleo-celular/

sábado, 18 de setembro de 2021

Tecidos do Corpo Humano

 Introdução

Existem no corpo humano quatro tipos de tecido: o tecido epitelial, o tecido conjuntivo, o tecido muscular e o tecido nervoso. Cada um deles é formado por um agrupamento de células de formas e funções parecidas. Sendo assim, a diferenciação dos tecidos se dá pela diferença na especificidade de cada conjunto de células.

Tipos de Tecidos

Tecido Epitelial

O tecido epitelial tem como função revestir o corpogarantir a sensibilidade e secretar substâncias. Para isso, esse tipo de tecido é composto por células organizadas de diferentes formas: cilíndricasachatadas e cúbicas. Nesse tipo de tecido não existem vasos sanguíneos, por isso, o tecido epitelial depende da nutrição que outros tecidos enviam.

epitélio pode ser dividido em dois grupos: O epitélio de revestimento e o epitélio glandular.

  • Epitélio de revestimento: O epitélio de revestimento é classificado conforme o formato das células e o número de camadas celulares nele presentes. Pode ser pavimentosocolunar ou cúbico, a depender da forma; e pode ser simples ou estratificado, a depender da quantidade de camadas - simples quando possui uma única camada e estratificado quando possui mais de uma camada. Quando células de diferentes tamanhos se apoiam na membrana basal, a camada apresenta uma aparência de epitélio estratificado, por isso, é denominado pseudoestratificado.
  • Epitélio glandular: O epitélio glandular tem como função a formação das glândulas exócrinas e endócrinas do organismo.

Tecido Conjuntivo

É um tecido com grande quantidade de matriz extracelular, constituído de fibras com dois tipos de proteínas: o colágeno e a elastina. As funções do tecido conjuntivo são a sustentação; o preenchimento, como a cicatrização; e o transporte de substâncias.
 O tecido conjuntivo pode ser especializado em alguma função específica, portanto, poderá ser adiposo, cartilaginoso, ósseo, sanguíneo, hematopoiético, ou apenas tecido conjuntivo:

  • Tecido adiposo: é um composto de células capazes de acumular adipócitos (gordura). Sua principal função no organismo é a de garantir o isolamento térmico do corpo. É onde se encontra depositada a maior parte da energia do ser humano;
  • Tecido cartilaginoso: é um tecido flexível, de consistência firme. Tem como função a sustentação e o revestimento de regiões como a orelha e o nariz. Não existem nervos nem vasos sanguíneos nas cartilagens, sendo assim, a nutrição das células desse tecido se dá por meio dos vasos sanguíneos presentes no tecido conjuntivo adjacente;
  • Tecido ósseo: é um tecido rígido caracterizado por ser rico em sais mineraiscálcio e colágeno, o que confere aos ossos sua alta resistência. Trata-se de um tecido irrigado e inervado e tem como função a sustentação do corpo;
  • Tecido sanguíneo: é um tecido formado pela união de vários tipos de células. É responsável por transportar nutrientes e defender o organismo. É líquido e possui em sua composição hemácias, leucócitos, plaquetas e plasma;
  • Tecido hematopoiético: o tecido hematopoiético tem como função a produção das linfas e das células sanguíneas. Esse tecido está localizado no interior de alguns tipos de ossos, ele é o tecido que dá origem à medula óssea vermelha;
  • Tecido conjuntivo: é o menos diferenciado dentre os tecidos citados. Tem como função preencher os espaços entre os órgãos e os tecidos, dar suporte a estruturas como nervos, vasos sanguíneos, epitélios, entre outras funções. É dividido em tecido conjuntivo frouxo e tecido conjuntivo denso.

Tecido Muscular

O tecido muscular é um tecido inervado e vascularizado, formado por células especializadas em contração. São divididos em:

  • Tecido muscular liso: é composto por células mononucleadas e alongadas. É denominado tecido muscular liso por não conter estrias transversais, já que os filamentos de actina e miosina não estão organizados no padrão das outras células musculares. Tem como característica os movimentos involuntários.
  • Tecido muscular esquelético: tem como característica os movimentos voluntários. Suas células possuem miofibrilas, fibras contráteis responsáveis pela contração muscular.
  • Tecido muscular cardíaco: é o tecido encontrado no coração. É caracterizado por seus movimentos involuntários e por suas células longas e cilíndricas. Essas células são menores e ramificadas, unidas entre si por estruturas exclusivas da musculatura cardíaca, chamadas discos intercalares. Estes discos são responsáveis pela conexão elétrica entre as células do coração, o que possibilita que o coração se contraia a partir de estímulos transmitidos célula a célula pelo coração.

Tecido Nervoso

O tecido nervoso é o responsável pela recepção, interpretação e pelas respostas dadas aos estímulos do organismo. As células constituintes do tecido nervoso são bastante especializadas na função de processar informações. São elas:

  • Neurônios: são responsáveis por transmitir as informações através de impulsos elétricos e de mediadores químicos (chamados neurotransmissores). Neles, três regiões são bastante evidentes:
  • Corpo celular: é onde está localizado o núcleo e organelas.
  • Axônio: é caracterizado por ser um prolongamento bastante longo do corpo celular. Sua espessura se mantém a mesma em toda a sua extensão. É envolvido por oligodendrócitos e células de Schwann.
  • Dendritos: são prolongamentos (mais curtos que o axônio) com várias ramificações que, em sua extensão, diminuem de espessura.
  • Células da Glia: As neuróglias, também denominadas células da Glia, são células com a função de proteger e nutrir o sistema nervoso, além de contribuir para a regulação das sinapses e para a transmissão de impulsos elétricos. Estão presentes no sistema nervoso em maior número do que os neurônios.
Fonte:https://querobolsa.com.br/enem/biologia/tecidos-do-corpo-humano




























































Tecidos do Corpo Humano


Célula - a menor parte de qualquer organismo

Divisões básicas da célula - suas partes essenciais

 Tecido Epitelial - cobrindo nosso corpo

Classificação do Tecido Epitelial - suas formas e camadas

Tecido Conjuntivo - dando forma e estrutura

Tecido Conjuntivo Reticular - ossos produzindo hemácias

Tecido Conjuntivo Propriamente Dito

Células do Tecido Ósseo - construindo nossos ossos

Tecido Ósseo - e sua classificação

Tecido Cartilaginoso - rígido e flexível ao mesmo tempo

Tecido Muscular - e os tipos de músculos

O Sistema Nervoso

O cérebro

Uma viagem através do seu sistema nervoso


domingo, 25 de julho de 2021

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quarta-feira, 5 de maio de 2021

Quais as diferenças entre epidemia, surto, endemia e pandemia?

Na atual pandemia do coronavírus SARS-CoV-2, causador da doença COVID-19, nos deparamos com diversos termos técnicos que são utilizados na mídia e por profissionais da saúde.

A COVID-19 é uma nova doença que está interferindo em diversas esferas da convivência humana. Deste modo, é importante aprendermos as diferenças entre os jargões médicos usados, para que possamos nos preparar durante essa crise pandêmica.O estudo dos fatores que influenciam a frequência e distribuição de qualquer doença na população humana é chamado de Epidemiologia. Podemos diferenciar o estudo clínico de uma enfermidade como a investigação de um indivíduo, enquanto a epidemiologia foca nos problemas decorrentes do número de pessoas com enfermidades e no grau de interferência em um bairro, cidade, região, país, mundo.

Quando uma doença é detectada, seja ela uma nova patologia como a COVID-19 ou uma recorrente como a dengue, o padrão do aumento do número de novos casos é o que determina como a frequência da doença na população será chamado.

Epidemia: o aumento súbito no número de casos de uma doença em uma população, como em um bairro, cidade, região.

Surto: é um caso especial de epidemia, em que todos os casos têm relação entre si. Por exemplo: uma família contrai dengue, ou um bairro específico apresenta casos de tuberculose.

Endemia: quando a frequência de uma doença em uma dada população, cidade ou região se mantém constante e significativa.

Pandemia: é a presença de uma determinada doença geralmente em mais de um continente, quando uma onda epidêmica atinge diversas regiões do mundo, podendo se prolongar por anos.

Lembre-se de verificar sempre fontes confiáveis e corroboradas por pesquisas científicas


Romero, D. E. (2012). Noções básicas da epidemiologia. Disponível em: http://www5.ensp.fiocruz.br/biblioteca/dados/txt_690106550.pdf. Acessado em 21/04/2020.

Amabis, J. M., & Martho, G. R. (2016). Biologia: volume 2: biologia dos organismos. 2ª Edição. São Paulo: Moderna. Capítulo 2 – Vírus e Bactérias. 


sexta-feira, 23 de abril de 2021

O Sistema Solar


O sistema solar é formado por um conjunto de  planetas, satélites naturais, milhares de asteroides e cometas que se ligam ao Sol, girando em seu entorno, cada um se mantém em sua respectiva órbita em virtude da intensa força gravitacional exercida pelo astro, que possui massa muito maior que a de qualquer outro planeta. Ele é mantido em sua orbita natural devido ao fato do Sol ter uma massa milhares de vezes maior que dos demais corpos, gerando assim uma força gravitacional. O sistema solar também é composto por uma grande quantidade de gases e poeiras interplanetárias. O Sistema Solar situa-se na Via Láctea.Os corpos mais importantes do sistema solar são os oito planetas que giram ao redor do sol, descrevendo órbitas elípticas, isto é, órbitas semelhantes a circunferências ligeiramente excêntricas.

O sol não está exatamente no centro dessas órbitas, razão pela qual os planetas podem encontrar-se, às vezes, mais próximos ou mais distantes do astro.



O sol e o Sistema Solar tiveram origem há 4,5 bilhões de anos a partir de uma nuvem de gás e poeira que girava ao redor de si mesma. Sob a ação de seu próprio peso, essa nuvem se achatou, transformando-se num disco, em cujo centro formou-se o sol. Dentro desse disco, iniciaram-se um processo de aglomeração de materiais sólidos, que, ao sofrer colisões entre si, deram lugar a corpos cada vez maiores, os outros planetas.


A composição de tais aglomerados relacionava-se com a distância que havia entre eles e o sol. Longe do astro, onde a temperatura era muito baixa, os planetas possuem muito mais matéria gasosa do que sólida, é o caso de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Os planetas perto dele, ao contrário, o gelo evaporou, restando apenas rochas e metais, é o caso de Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.

O Sol é a fonte de energia que domina o sistema solar. Sua força gravitacional mantém os planetas em órbita e sua luz e calor tornam possível a vida na Terra. A Terra dista, em média, aproximadamente 150 milhões de quilômetros do Sol, distância percorrida pela luz em 8 minutos. Todas as demais estrelas estão localizadas em pontos muito mais distantes.As observações científicas realizadas indicam que o Sol é uma estrela de luminosidade e tamanho médios, e que no céu existem incontáveis estrelas maiores e mais brilhantes, mas para nossa sorte, a luminosidade, tamanho e distância foram exatos para que o nosso planeta desenvolvesse formas de vida como a nossa.O Sol possui 99,9% da matéria de todo o Sistema Solar. Isso significa que todos os demais astros do Sistema juntos somam apenas 0,1%.

Os planetas não produzem luz, apenas refletem a luz do Sol, que é a estrela do Sistema Solar.Teorias afirmam que os planetas também foram formados a partir de porções de massa muito quente e que todos estão de resfriando. Alguns, entre eles a Terra, já se resfriaram o suficiente para apresentar a superfície sólida.Um corpo celeste é considerado um planeta quando, além de não ter luz própria, gira ao redor de uma estrela. No sistema solar existem oito planetas: Mercúrio, Terra, Marte, Júpiter,Vênus, Saturno, Urano e Netuno, que descrevem órbitas elípticas, isto é, órbitas que parecem circunferências. Até agosto de 2006, Plutão era considerado um planeta, porem, a  União Astronômica Internacional mudou os critérios para a definição de um planeta. Como Plutão é pequeno em relação aos outros, passou a ser considerado um planeta anão ou planetoide.

Muitos destes planetas podemos visualizar a noite a olho nú ou com a ajuda de um telescópio. Os planetas, ao contrário das estrelas, não possuem luz própria e só podem ser vistos graças a luz que refletem do Sol. Ao redor dos planetas, gravitam 67 satélites, dentre eles a Lua (satélite natural do nosso planeta), que gravita ao redor no planeta Terra.

Os planetas podem ser divididos em duas classes: os terrestres, Mercúrio, Vênus, terra e Marte, devido a sua crosta terrestre. Os Jupiterianos ou gasosos, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, são gasosos, bem maiores que os terrestres, daí serem também chamados de gigantes gasosos.

Na Astronomia, satélite natural é um corpo celeste que se movimenta ao redor de um planeta graças a força gravitacional. Por exemplo, a força gravitacional da Terra mantém a Lua girando em torno do nosso planeta.

Os satélites artificiais são objetos construídos pelos seres humanos. O primeiro satélite artificial foi lançado no espaço em 1957. Atualmente há vários satélites artificiais ao redor da Terra.O termo “lua” pode ser usado como sinônimo de satélite natural dos diferentes planetas.

Nas órbitas de Marte e Júpiter, localizam-se grande parte dos asteroides que variam de tamanho, podendo ser até mesmo minúsculos. Os asteroides são compostos de blocos de rocha, diferente dos cometas que são formados por poeira cósmica e gelo.Um cometa é o corpo menor do sistema solar, semelhante a um asteroide, possui uma parte sólida, o núcleo, composto por rochas, gelo e poeira e têm dimensões variadas (podendo ter alguns quilômetros de diâmetro). Geralmente estão distantes do Sol e, nesse caso, não são visíveis. Eles podem se tornar visíveis à medida que, na sua longa trajetória, se aproximam do Sol sublimando o gelo do núcleo e liberando gás e poeira para formar a cauda e a “cabeleira” em volta do núcleo. O mais conhecido dele é o Halley, que regularmente passa pelo nosso Sistema Solar. De 76 em 76 anos, em média, ele é visível da Terra.



Historiadores e paleontólogos acreditam que foi a queda de um cometa em nosso planeta que ocasionou a extinção dos dinossauros na Terra há milhões de anos. A preocupação ainda existe, pois muitos deles passam perto da órbita terrestre. O impacto de um cometa, de grandes proporções, poderia provocar danos incalculáveis ao nosso planeta.