sábado, 18 de setembro de 2021

Tecidos do Corpo Humano

 Introdução

Existem no corpo humano quatro tipos de tecido: o tecido epitelial, o tecido conjuntivo, o tecido muscular e o tecido nervoso. Cada um deles é formado por um agrupamento de células de formas e funções parecidas. Sendo assim, a diferenciação dos tecidos se dá pela diferença na especificidade de cada conjunto de células.

Tipos de Tecidos

Tecido Epitelial

O tecido epitelial tem como função revestir o corpo, garantir a sensibilidade e secretar substâncias. Para isso, esse tipo de tecido é composto por células organizadas de diferentes formas: cilíndricas, achatadas e cúbicas. Nesse tipo de tecido não existem vasos sanguíneos, por isso, o tecido epitelial depende da nutrição que outros tecidos enviam.

O epitélio pode ser dividido em dois grupos: O epitélio de revestimento e o epitélio glandular.

  • Epitélio de revestimento: O epitélio de revestimento é classificado conforme o formato das células e o número de camadas celulares nele presentes. Pode ser pavimentoso, colunar ou cúbico, a depender da forma; e pode ser simples ou estratificado, a depender da quantidade de camadas - simples quando possui uma única camada e estratificado quando possui mais de uma camada. Quando células de diferentes tamanhos se apoiam na membrana basal, a camada apresenta uma aparência de epitélio estratificado, por isso, é denominado pseudoestratificado.
  • Epitélio glandular: O epitélio glandular tem como função a formação das glândulas exócrinas e endócrinas do organismo.

Tecido Conjuntivo

É um tecido com grande quantidade de matriz extracelular, constituído de fibras com dois tipos de proteínas: o colágeno e a elastina. As funções do tecido conjuntivo são a sustentação; o preenchimento, como a cicatrização; e o transporte de substâncias.
 O tecido conjuntivo pode ser especializado em alguma função específica, portanto, poderá ser adiposo, cartilaginoso, ósseo, sanguíneo, hematopoiético, ou apenas tecido conjuntivo:

  • Tecido adiposo: é um composto de células capazes de acumular adipócitos (gordura). Sua principal função no organismo é a de garantir o isolamento térmico do corpo. É onde se encontra depositada a maior parte da energia do ser humano;
  • Tecido cartilaginoso: é um tecido flexível, de consistência firme. Tem como função a sustentação e o revestimento de regiões como a orelha e o nariz. Não existem nervos nem vasos sanguíneos nas cartilagens, sendo assim, a nutrição das células desse tecido se dá por meio dos vasos sanguíneos presentes no tecido conjuntivo adjacente;
  • Tecido ósseo: é um tecido rígido caracterizado por ser rico em sais minerais, cálcio e colágeno, o que confere aos ossos sua alta resistência. Trata-se de um tecido irrigado e inervado e tem como função a sustentação do corpo;
  • Tecido sanguíneo: é um tecido formado pela união de vários tipos de células. É responsável por transportar nutrientes e defender o organismo. É líquido e possui em sua composição hemácias, leucócitos, plaquetas e plasma;
  • Tecido hematopoiético: o tecido hematopoiético tem como função a produção das linfas e das células sanguíneas. Esse tecido está localizado no interior de alguns tipos de ossos, ele é o tecido que dá origem à medula óssea vermelha;
  • Tecido conjuntivo: é o menos diferenciado dentre os tecidos citados. Tem como função preencher os espaços entre os órgãos e os tecidos, dar suporte a estruturas como nervos, vasos sanguíneos, epitélios, entre outras funções. É dividido em tecido conjuntivo frouxo e tecido conjuntivo denso.

Tecido Muscular

O tecido muscular é um tecido inervado e vascularizado, formado por células especializadas em contração. São divididos em:

  • Tecido muscular liso: é composto por células mononucleadas e alongadas. É denominado tecido muscular liso por não conter estrias transversais, já que os filamentos de actina e miosina não estão organizados no padrão das outras células musculares. Tem como característica os movimentos involuntários.
  • Tecido muscular esquelético: tem como característica os movimentos voluntários. Suas células possuem miofibrilas, fibras contráteis responsáveis pela contração muscular.
  • Tecido muscular cardíaco: é o tecido encontrado no coração. É caracterizado por seus movimentos involuntários e por suas células longas e cilíndricas. Essas células são menores e ramificadas, unidas entre si por estruturas exclusivas da musculatura cardíaca, chamadas discos intercalares. Estes discos são responsáveis pela conexão elétrica entre as células do coração, o que possibilita que o coração se contraia a partir de estímulos transmitidos célula a célula pelo coração.

Tecido Nervoso

O tecido nervoso é o responsável pela recepção, interpretação e pelas respostas dadas aos estímulos do organismo. As células constituintes do tecido nervoso são bastante especializadas na função de processar informações. São elas:

  • Neurônios: são responsáveis por transmitir as informações através de impulsos elétricos e de mediadores químicos (chamados neurotransmissores). Neles, três regiões são bastante evidentes:
  • Corpo celular: é onde está localizado o núcleo e organelas.
  • Axônio: é caracterizado por ser um prolongamento bastante longo do corpo celular. Sua espessura se mantém a mesma em toda a sua extensão. É envolvido por oligodendrócitos e células de Schwann.
  • Dendritos: são prolongamentos (mais curtos que o axônio) com várias ramificações que, em sua extensão, diminuem de espessura.
  • Células da Glia: As neuróglias, também denominadas células da Glia, são células com a função de proteger e nutrir o sistema nervoso, além de contribuir para a regulação das sinapses e para a transmissão de impulsos elétricos. Estão presentes no sistema nervoso em maior número do que os neurônios.
Fonte:https://querobolsa.com.br/enem/biologia/tecidos-do-corpo-humano




























































Tecidos do Corpo Humano


Célula - a menor parte de qualquer organismo

Divisões básicas da célula - suas partes essenciais

 Tecido Epitelial - cobrindo nosso corpo

Classificação do Tecido Epitelial - suas formas e camadas

Tecido Conjuntivo - dando forma e estrutura

Tecido Conjuntivo Reticular - ossos produzindo hemácias

Tecido Conjuntivo Propriamente Dito

Células do Tecido Ósseo - construindo nossos ossos

Tecido Ósseo - e sua classificação

Tecido Cartilaginoso - rígido e flexível ao mesmo tempo

Tecido Muscular - e os tipos de músculos

O Sistema Nervoso

O cérebro

Uma viagem através do seu sistema nervoso


domingo, 25 de julho de 2021

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quarta-feira, 5 de maio de 2021

Quais as diferenças entre epidemia, surto, endemia e pandemia?

Na atual pandemia do coronavírus SARS-CoV-2, causador da doença COVID-19, nos deparamos com diversos termos técnicos que são utilizados na mídia e por profissionais da saúde.

A COVID-19 é uma nova doença que está interferindo em diversas esferas da convivência humana. Deste modo, é importante aprendermos as diferenças entre os jargões médicos usados, para que possamos nos preparar durante essa crise pandêmica.O estudo dos fatores que influenciam a frequência e distribuição de qualquer doença na população humana é chamado de Epidemiologia. Podemos diferenciar o estudo clínico de uma enfermidade como a investigação de um indivíduo, enquanto a epidemiologia foca nos problemas decorrentes do número de pessoas com enfermidades e no grau de interferência em um bairro, cidade, região, país, mundo.

Quando uma doença é detectada, seja ela uma nova patologia como a COVID-19 ou uma recorrente como a dengue, o padrão do aumento do número de novos casos é o que determina como a frequência da doença na população será chamado.

Epidemia: o aumento súbito no número de casos de uma doença em uma população, como em um bairro, cidade, região.

Surto: é um caso especial de epidemia, em que todos os casos têm relação entre si. Por exemplo: uma família contrai dengue, ou um bairro específico apresenta casos de tuberculose.

Endemia: quando a frequência de uma doença em uma dada população, cidade ou região se mantém constante e significativa.

Pandemia: é a presença de uma determinada doença geralmente em mais de um continente, quando uma onda epidêmica atinge diversas regiões do mundo, podendo se prolongar por anos.

Lembre-se de verificar sempre fontes confiáveis e corroboradas por pesquisas científicas


Romero, D. E. (2012). Noções básicas da epidemiologia. Disponível em: http://www5.ensp.fiocruz.br/biblioteca/dados/txt_690106550.pdf. Acessado em 21/04/2020.

Amabis, J. M., & Martho, G. R. (2016). Biologia: volume 2: biologia dos organismos. 2ª Edição. São Paulo: Moderna. Capítulo 2 – Vírus e Bactérias. 


sexta-feira, 23 de abril de 2021

O Sistema Solar


O sistema solar é formado por um conjunto de  planetas, satélites naturais, milhares de asteroides e cometas que se ligam ao Sol, girando em seu entorno, cada um se mantém em sua respectiva órbita em virtude da intensa força gravitacional exercida pelo astro, que possui massa muito maior que a de qualquer outro planeta. Ele é mantido em sua orbita natural devido ao fato do Sol ter uma massa milhares de vezes maior que dos demais corpos, gerando assim uma força gravitacional. O sistema solar também é composto por uma grande quantidade de gases e poeiras interplanetárias. O Sistema Solar situa-se na Via Láctea.Os corpos mais importantes do sistema solar são os oito planetas que giram ao redor do sol, descrevendo órbitas elípticas, isto é, órbitas semelhantes a circunferências ligeiramente excêntricas.

O sol não está exatamente no centro dessas órbitas, razão pela qual os planetas podem encontrar-se, às vezes, mais próximos ou mais distantes do astro.



O sol e o Sistema Solar tiveram origem há 4,5 bilhões de anos a partir de uma nuvem de gás e poeira que girava ao redor de si mesma. Sob a ação de seu próprio peso, essa nuvem se achatou, transformando-se num disco, em cujo centro formou-se o sol. Dentro desse disco, iniciaram-se um processo de aglomeração de materiais sólidos, que, ao sofrer colisões entre si, deram lugar a corpos cada vez maiores, os outros planetas.


A composição de tais aglomerados relacionava-se com a distância que havia entre eles e o sol. Longe do astro, onde a temperatura era muito baixa, os planetas possuem muito mais matéria gasosa do que sólida, é o caso de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Os planetas perto dele, ao contrário, o gelo evaporou, restando apenas rochas e metais, é o caso de Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.

O Sol é a fonte de energia que domina o sistema solar. Sua força gravitacional mantém os planetas em órbita e sua luz e calor tornam possível a vida na Terra. A Terra dista, em média, aproximadamente 150 milhões de quilômetros do Sol, distância percorrida pela luz em 8 minutos. Todas as demais estrelas estão localizadas em pontos muito mais distantes.As observações científicas realizadas indicam que o Sol é uma estrela de luminosidade e tamanho médios, e que no céu existem incontáveis estrelas maiores e mais brilhantes, mas para nossa sorte, a luminosidade, tamanho e distância foram exatos para que o nosso planeta desenvolvesse formas de vida como a nossa.O Sol possui 99,9% da matéria de todo o Sistema Solar. Isso significa que todos os demais astros do Sistema juntos somam apenas 0,1%.

Os planetas não produzem luz, apenas refletem a luz do Sol, que é a estrela do Sistema Solar.Teorias afirmam que os planetas também foram formados a partir de porções de massa muito quente e que todos estão de resfriando. Alguns, entre eles a Terra, já se resfriaram o suficiente para apresentar a superfície sólida.Um corpo celeste é considerado um planeta quando, além de não ter luz própria, gira ao redor de uma estrela. No sistema solar existem oito planetas: Mercúrio, Terra, Marte, Júpiter,Vênus, Saturno, Urano e Netuno, que descrevem órbitas elípticas, isto é, órbitas que parecem circunferências. Até agosto de 2006, Plutão era considerado um planeta, porem, a  União Astronômica Internacional mudou os critérios para a definição de um planeta. Como Plutão é pequeno em relação aos outros, passou a ser considerado um planeta anão ou planetoide.

Muitos destes planetas podemos visualizar a noite a olho nú ou com a ajuda de um telescópio. Os planetas, ao contrário das estrelas, não possuem luz própria e só podem ser vistos graças a luz que refletem do Sol. Ao redor dos planetas, gravitam 67 satélites, dentre eles a Lua (satélite natural do nosso planeta), que gravita ao redor no planeta Terra.

Os planetas podem ser divididos em duas classes: os terrestres, Mercúrio, Vênus, terra e Marte, devido a sua crosta terrestre. Os Jupiterianos ou gasosos, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, são gasosos, bem maiores que os terrestres, daí serem também chamados de gigantes gasosos.

Na Astronomia, satélite natural é um corpo celeste que se movimenta ao redor de um planeta graças a força gravitacional. Por exemplo, a força gravitacional da Terra mantém a Lua girando em torno do nosso planeta.

Os satélites artificiais são objetos construídos pelos seres humanos. O primeiro satélite artificial foi lançado no espaço em 1957. Atualmente há vários satélites artificiais ao redor da Terra.O termo “lua” pode ser usado como sinônimo de satélite natural dos diferentes planetas.

Nas órbitas de Marte e Júpiter, localizam-se grande parte dos asteroides que variam de tamanho, podendo ser até mesmo minúsculos. Os asteroides são compostos de blocos de rocha, diferente dos cometas que são formados por poeira cósmica e gelo.Um cometa é o corpo menor do sistema solar, semelhante a um asteroide, possui uma parte sólida, o núcleo, composto por rochas, gelo e poeira e têm dimensões variadas (podendo ter alguns quilômetros de diâmetro). Geralmente estão distantes do Sol e, nesse caso, não são visíveis. Eles podem se tornar visíveis à medida que, na sua longa trajetória, se aproximam do Sol sublimando o gelo do núcleo e liberando gás e poeira para formar a cauda e a “cabeleira” em volta do núcleo. O mais conhecido dele é o Halley, que regularmente passa pelo nosso Sistema Solar. De 76 em 76 anos, em média, ele é visível da Terra.



Historiadores e paleontólogos acreditam que foi a queda de um cometa em nosso planeta que ocasionou a extinção dos dinossauros na Terra há milhões de anos. A preocupação ainda existe, pois muitos deles passam perto da órbita terrestre. O impacto de um cometa, de grandes proporções, poderia provocar danos incalculáveis ao nosso planeta.

 

 

segunda-feira, 22 de março de 2021

A FORMAÇÃO DO UNIVERSO E DO SISTEMA SOLAR

 

A FORMAÇÃO DO UNIVERSO e DO SISTEMA SOLAR

A formação do universo

A teoria científica que explica a origem do Universo mais aceita atualmente é a Teoria do Big Bang. Segundo esta teoria, toda a matéria que existe estaria, há cerca de 15 bilhões de anos atrás, extraordinariamente concentrada em um só ponto.


Repentinamente, toda a matéria contida neste ponto foi se expandindo e se fragmentando dando origem a imensas nuvens de gás e poeira. Essas nuvens, chamadas nebulosas, são grandes massas de matéria e, dentro delas, os gases foram se concentrando em determinadas regiões. Nos pontos onde a quantidade de matéria era suficientemente grande para que a temperatura alcançasse cerca de 15 milhões de graus Celsius, começaram as reações nucleares, ou seja, os núcleos dos átomos (partículas infinitamente pequenas que formam a matéria) se fundiram. Átomos de hidrogênio se transformaram em hélio, liberando enormes quantidades de energia na  forma de luz e calor. Nasciam as estrelas.




Devido à força gravitacional, os gases e as estrelas recém-formadas foram atraídos formando áreas de material mais denso, os agrupamentos galácticos ou galáxias que podem apresentar bilhões de estrelas. Nossa galáxia é a Via Láctea. Nossa estrela é o Sol. Ele transforma toneladas de hidrogênio em hélio a cada segundo. O Sol possui combustível suficiente para produzir energia e sustentar a vida na Terra por mais 5 bilhões de anos aproximadamente.



A formação do Sistema Solar


Nosso Sistema Solar começou a se formar a mais ou menos 5 bilhões de anos. O que sobrou da matéria que formou o Sol, foi se agrupando, dando origem aos planetas e seus satélites.




              A formação da Terra

A Terra é um dos planetas que giram em torno do Sol. É o nosso lar e, devido à sua distância do Sol, ela recebe a quantidade certa de luz e calor para permitir que a água se apresente no estado líquido, ao contrário dos demais planetas do sistema solar. Sua atmosfera atual é composta, principalmente, de nitrogênio e oxigênio. Além disso, apresenta uma camada de um gás protetor, o ozônio. Essa camada permitiu que animais e vegetais se desenvolvessem fora da água e conquistassem o ambiente terrestre.

Mas a Terra nem sempre foi assim. Ela também se formou da matéria que sobrou da formação do Sol. De início a temperatura era muito elevada. Tão elevada que não existiam rochas. Tudo era pastoso, derretido pelo imenso calor. Aos poucos o planeta foi esfriando e a crosta terrestre se solidificou. A atmosfera encheu-se de vapor d’água trazida por meteoritos que caíram na Terra. O vapor se condensou, formaram-se as nuvens e a chuvas desabaram sobre a crosta terrestre durante milhares de anos formando os rios, mares e oceanos. Não havia aqui uma única planta, um único animal. Nem mesmo micróbios aqui viviam. Os primeiros seres vivos que surgiram eram bem simples e evoluíram ao longo da história da Terra por seleção natural.




SISTEMA CARDIOVASCULAR



O sistema cardiovascular ou sistema circulatório humano é responsável pela circulação do sangue, de modo a transportar os nutrientes e o oxigênio por todo o corpo. O Sistema Cardiovascular é formado pelos vasos sanguíneos e o coração.
Vasos Sanguíneos
Os vasos sanguíneos constituem uma ampla rede de tubos por onde circula o sangue, distribuídos por todo o corpo. Existem três tipos de vasos sanguíneos: as artérias, as veias e os vasos capilares.
Artérias
As artérias são vasos do sistema cardiovascular, por onde passa o sangue que sai do coração, sendo transportado para as outras partes do corpo.
A musculatura das artérias é espessa, formada de tecido muscular bastante elástico. Permite, dessa maneira, que as paredes se contraiam e relaxem a cada batimento cardíaco.
As artérias se ramificam pelo corpo e vão se tornando mais finas, constituindo as arteríolas, que por sua vez se ramificam ainda mais formando os capilares.
Veias
As veias são vasos do sistema cardiovascular que transportam o sangue das diversas partes do corpo de volta para o coração. Sua parede é mais fina que a das artérias e, portanto, o transporte do sangue é mais lento. Assim, a pressão do sangue no interior das veias é baixa, o que dificulta o seu retorno ao coração. A existência de válvulas nesses vasos, faz com que o sangue se desloque sempre em direção ao coração.
Importante destacar que a maior parte das veias (jugular, safena, cerebral e diversas outras) transporta o sangue venoso, ou seja, rico em gás carbônico. As veias pulmonares transportam o sangue arterial, oxigenado, dos pulmões para o coração.

Vasos Capilares
Os vasos capilares são ramificações microscópicas de artérias e veias, que integram o sistema cardiovascular, formando uma rede de comunicação entre as artérias e as veias.
Suas paredes são constituídas por uma camada finíssima de células, que permite a troca de substâncias (nutrientes, oxigênio, gás carbônico) do sangue para as células e vice-versa.

Coração
O coração é um órgão do sistema cardiovascular que se localiza na caixa torácica, entre os pulmões. Possui a função de bombear o sangue através dos vasos sanguíneos para todo o corpo.
É oco e musculoso, envolvido por uma membrana denominada pericárdio, e internamente as cavidades cardíacas são revestidas pela membrana chamada endocárdio. Suas paredes são constituídas por um músculo, o miocárdio, sendo o responsável pelas contrações do coração.
O miocárdio apresenta internamente quatro cavidades: duas superiores denominadas átrios (direito e esquerdo) e duas inferiores denominadas ventrículos (direito e esquerdo). Os ventrículos possuem paredes mais grossas que os átrios.
O átrio direito comunica-se com o ventrículo direito e o mesmo acontece do lado esquerdo. No entanto, não há comunicação entre os dois átrios, nem entre os dois ventrículos.
Para impedir o refluxo do sangue dos ventrículos para os átrios existem válvulas. Entre o átrio direito e o ventrículo direito é a válvula tricúspide, já entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo é a mitral ou bicúspide.
O coração possui dois tipos de movimentos: sístole e diástole. A sístole é o movimento de contração em que o sangue é bombeado para o corpo. A diástole é o movimento de relaxamento, quando o coração se enche de sangue.
Pulsação
A pulsação do sistema cardiovascular é observada a cada vez que os ventrículos se contraem, impulsionando o sangue para as artérias, ou a cada batida do coração.
Por esse movimento de pulsação, também chamado de pulso arterial, é possível verificar a frequência dos batimentos cardíacos.
Importante destacar que o coração é um órgão que funciona em ritmo constante. As irregularidades no seu ritmo, indicam o mau funcionamento do coração, caracterizadas pelas arritmias cardíacas.
As arritmias podem se manifestar com palpitações, dificuldades respiratórias, dor no peito, tonturas e desmaios.



EXERCÍCIO 

SISTEMA CARDIOVASCULAR 


quinta-feira, 18 de março de 2021

ORIGEM E EVOLUÇÃO DOS SERES VIVOS

ORIGEM E EVOLUÇÃO DA VIDA

A biologia como ciência é extremamente ampla. Procura estudar todos os seres vivos e compreender os mecanismos que os envolvem e regem a vida.

A biologia vem apresentando um crescimento notável nas últimas décadas. Esse crescimento fez com que o século XXI seja considerado o século da Biologia.


      Origem da vida

Considera-se três formas diferentes de pensar a respeito do mistério que envolve a vida:

ü  Criação divina: Explica que Deus criou todas as coisas. A fé não necessita de provas.

ü  Origem extraterrestre (Panspermia): A vida se originou fora da Terra e chegou ao nosso planeta sob a forma de “esporos” trazidos por meteoritos vindos do espaço, que teriam se desenvolvido nas condições favoráveis da Terra. O nosso planeta recebe diariamente centenas de pequenos meteoritos. A NASA possui uma coleção destes objetos vindos do espaço. Inclusive, uma das hipóteses para a extinção dos dinossauros é atribuída a um grande meteoro que atingiu nosso planeta na região do Golfo do México.

ü  Origem por evolução química (Oparin e Haldane): Esta é a teoria mais aceita hoje e foi formulada em 1920. Os seres vivos são o resultado da combinação de moléculas orgânicas que teriam se formado na atmosfera primitiva e depois nos oceanos, a partir de moléculas inorgânicas.

Características da teoria de origem por evolução química:

-   Idade da Terra: 4,5 bilhões de anos. A crosta terrestre se formou a 2,5 bilhões de anos.

-A atmosfera primitiva era muito diferente da atual. Não tinha oxigênio nem nitrogênio. A composição era predominantemente de amônia (NH3), metano (CH4), hidrogênio (H2) e vapor d´água (H2O).

-   A medida que as temperaturas na Terra foram diminuindo, o vapor de água se condensava caía sobre a crosta e evaporava. Isso favoreceu o ciclo de chuvas e ocorrência de descargas elétricas. A combinação entre as descargas e a radiação ultravioleta modificou as ligações químicas das moléculas da atmosfera formando novas substâncias, como os aminoácidos (moléculas orgânicas).

-    A água das chuvas arrastava estes aminoácidos para a crosta terrestre. As moléculas foram se unindo e formaram cadeias de aminoácidos, os proteinoides. Estas substâncias foram se acumulando em mares primitivos.

Os mares primitivos viraram sopas nutritivas, ricas em matéria orgânica. Desta forma, houve uma intensa agregação de moléculas orgânicas formando coacervatos (agregação de moléculas de grande estabilidade).

-    Estes coacervados possuíam a capacidade de absorver materiais de meio. E durante muito tempo houve reações químicas dentro dos coacervados por catalise via enzimas.

-       Provavelmente, os primeiros seres vivos surgiram a partir de sistemas organizados, como os coacervados, a partir da reprodução e regulação interna.

      Origem dos seres vivos

ü  Teoria da geração espontânea (abiogênese): os seres vivos surgem a partir de matéria inanimada. Até o século XIX era a idéia mais aceita para a origem dos seres vivos. O maior defensor desta teoria foi Aristóteles, o filósofo grego.

ü  Teoria da biogênese: Um ser vivo só surge a partir de outro ser vivo pré- existente. Esta teoria foi reforçada pelos experimentos de Redi, Needham- Spallanzani e Pasteur.